segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Evolução

Em Agosto, verde.
Em Setembro, amarelo/castanho.
Em Outubro, castanho/vermelho.
Em Novembro, branco.
E Dezembro? A meu ver, uma mistura destas todas... pelo menos nos enfeites de Natal.

Snowman - 25/11/10
Snowman - 29/11/10








25/11/10
26/11/10


Christmas Colors - 27/11/10
27/11/10



27/11/10
27/11/10
29/11/10
29/11/10



3 comentários:

Rui Pascoal disse...

Não resisto a transcrever do LIVRO de José Luís Peixoto, que ofereci à mãe com dedicatória do autor, este pequeno excerto:
"... Maio. Afinal, era maio. O tempo distendia-se por fim. Uma breve teoria: há certos movimentos que apenas são possíveis depois do início da primavera. Durante a invernia, o corpo esquece-os, mingua, endurece como as árvores. Em maio, o corpo recorda esses movimentos, julga reaprendê-los e, ao fazê-lo, redescobre a sua verdadeira natureza. É por isso que se fala de renascer na primavera, é por isso que as pessoas se apaixonam e é por isso que crescem as plantas. Esses movimentos são simples, todas as pessoas os sabem fazer. Ao serem empreendidos, dão lugar a multidões desgovernadas de sequências que, no fim da sua acção. acendem o sol."
Será que consegui levar-te um pouco de calor?
Beijinho.

Any disse...

E eu envolta nessas doces palavras não resisto e daqui te envio Fernando Pessoa:

Sol nulo dos dias vãos,
cheios de lida e de calma
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!

Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe,
com externo calor brando
O frio da alma disfarce!

Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!

Avó Tina disse...

Pelos vistos, tanto o Pai como a Mãe estão "virados" para comentários de escritores. Portanto, o meu, também cá vai e que é um Poema conhecido de toda a gente (de uma certa idade): Não o vou escrever todo porque é grande, mas só os últimos versos, que eu acho lindo:
Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa
Cai neve na natureza
- e cai no meu coração.
Augusto Gil - Luar de Janeiro de 1909