Com pausas mais frequentes do que seria necessário/desejado, quinta-feira, quinze longas horas depois de termos deixado para trás a ASB finalmente chegámos a Bruxelas. Entre a uma e as três da tarde houve tempo para almoçar, fazer o check-in no hotel (“Maison du Dragon”), tomar um duche ou dormir uma sesta para recuperar energias.
Mais ou menos restabelecidos, lá nos arrastámos durante a primeira visita guiada que estava planeada (andar duas horas e meia a pé, depois de tanto tempo sentados, não é fácil…). Neste passeio visitámos a Praça dos Mártires, o Centro Belga de Banda Desenhada, a Catedral, observámos a sede do Parlamento Belga no Palácio da Nação, atravessámos o Parque de Bruxelas, vislumbrámos o Palácio Real, o Bozar, o Museu dos Instrumentos Musicais e por fim a Praça Grande, praça central de Bruxelas onde se pode ver o edifício da Câmara Municipal, o Hotel da Cidade e a Casa do Rei, entre outros.
Sem interesse em provar cerveja belga (que por aquela altura já nem era novidade) e após uma noite sem pregar olho e um dia tão longo, acabei por voltar para o hotel pouco depois de jantar, para descansar e tentar (sem efeito) curar a constipação.
Sexta-feira (bem cedinho) fomos visitar a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu. Na CE, graças à boa vontade do responsável pelos serviços legais, Béla Béres, tivemos oportunidade de nos sentarmos na cadeira do “Mr. Barroso” e de brincarmos (muito a sério) com os microfones e o sistema de som das salas de traduções (foi, sem dúvida, agradável poder relaxar, depois de horas e horas a ouvir apresentações sobre a UE – quanto aos outros não sei, mas para não adormecer tive que me concentrar em nomear mentalmente as capitais europeias, enquanto apontava para o respectivo país no mapa…).
Com o resto do dia por nossa conta, foi altura de atravessar a cidade a pé e fazer algumas compras: enquanto uns se divertiam com bandas desenhadas, waffles e chocolates belgas, eu entrava na farmácia mais próxima (e a constipação a piorar -.-‘)… Depois disto, bastante cansados (no meu caso, de respirar…) e para fugir ao frio e à chuva, voltámos ao hotel ainda antes de jantar.
Sábado acordámos mais tarde (8h30) e fizemos outra visita guiada, desta vez de autocarro. Depois de percorremos a cidade de uma ponta a outra e de tirarmos fotos nalguns locais emblemáticos, voltámos à Praça Grande para ouvirmos um par de histórias engraçadas sobre aquela zona específica. Com a visita terminada, os 43 alunos dividiram-se em grupos mais pequenos de acordo com os planos para aquela tarde, e depois de almoço eu e mais 5 fomos de metro até ao Atomium. A estrutura deste edifício representa um átomo de ferro ampliado 165 biliões de vezes e no seu interior tivemos acesso a algumas exposições e a uma vista panorâmica sobre a cidade.
Posto isto, voltámos para o centro da cidade e saudámos as waffles belgas com um sorriso. Como despedida da cidade juntámo-nos para uma noite internacional e domingo pela manhã regressámos ao autocarro e fizemo-nos a caminho: Bélgica, Holanda, Alemanha e, por fim, Dinamarca.
Ah, como é bom estar em casa…
(As fotos ficam disponíveis no próximo post)
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