segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bruxelas

Com pausas mais frequentes do que seria necessário/desejado, quinta-feira, quinze longas horas depois de termos deixado para trás a ASB finalmente chegámos a Bruxelas. Entre a uma e as três da tarde houve tempo para almoçar, fazer o check-in no hotel (“Maison du Dragon”), tomar um duche ou dormir uma sesta para recuperar energias.
Mais ou menos restabelecidos, lá nos arrastámos durante a primeira visita guiada que estava planeada (andar duas horas e meia a pé, depois de tanto tempo sentados, não é fácil…). Neste passeio visitámos a Praça dos Mártires, o Centro Belga de Banda Desenhada, a Catedral, observámos a sede do Parlamento Belga no Palácio da Nação, atravessámos o Parque de Bruxelas, vislumbrámos o Palácio Real, o Bozar, o Museu dos Instrumentos Musicais e por fim a Praça Grande, praça central de Bruxelas onde se pode ver o edifício da Câmara Municipal, o Hotel da Cidade e a Casa do Rei, entre outros.
Sem interesse em provar cerveja belga (que por aquela altura já nem era novidade) e após uma noite sem pregar olho e um dia tão longo, acabei por voltar para o hotel pouco depois de jantar, para descansar e tentar (sem efeito) curar a constipação.
Sexta-feira (bem cedinho) fomos visitar a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu. Na CE, graças à boa vontade do responsável pelos serviços legais, Béla Béres, tivemos oportunidade de nos sentarmos na cadeira do “Mr. Barroso” e de brincarmos (muito a sério) com os microfones e o sistema de som das salas de traduções (foi, sem dúvida, agradável poder relaxar, depois de horas e horas a ouvir apresentações sobre a UE – quanto aos outros não sei, mas para não adormecer tive que me concentrar em nomear mentalmente as capitais europeias, enquanto apontava para o respectivo país no mapa…).
Com o resto do dia por nossa conta, foi altura de atravessar a cidade a pé e fazer algumas compras: enquanto uns se divertiam com bandas desenhadas, waffles e chocolates belgas, eu entrava na farmácia mais próxima (e a constipação a piorar -.-‘)… Depois disto, bastante cansados (no meu caso, de respirar…) e para fugir ao frio e à chuva, voltámos ao hotel ainda antes de jantar.
Sábado acordámos mais tarde (8h30) e fizemos outra visita guiada, desta vez de autocarro. Depois de percorremos a cidade de uma ponta a outra e de tirarmos fotos nalguns locais emblemáticos, voltámos à Praça Grande para ouvirmos um par de histórias engraçadas sobre aquela zona específica. Com a visita terminada, os 43 alunos dividiram-se em grupos mais pequenos de acordo com os planos para aquela tarde, e depois de almoço eu e mais 5 fomos de metro até ao Atomium. A estrutura deste edifício representa um átomo de ferro ampliado 165 biliões de vezes e no seu interior tivemos acesso a algumas exposições e a uma vista panorâmica sobre a cidade.
Posto isto, voltámos para o centro da cidade e saudámos as waffles belgas com um sorriso. Como despedida da cidade juntámo-nos para uma noite internacional e domingo pela manhã regressámos ao autocarro e fizemo-nos a caminho: Bélgica, Holanda, Alemanha e, por fim, Dinamarca.
Ah, como é bom estar em casa…

(As fotos ficam disponíveis no próximo post)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Oito semanas

Oito – oito semanas foi quanto me aguentei sem males derivados do tempo dinamarquês.
Com o vento sempre presente, e com a temperatura exterior a oscilar entre os 2 e os 13 graus centígrados, vieram finalmente os primeiros sintomas de uma constipação. Depois de chás de limão com mel, gemadas para a tosse, gargarejos com água e sal e outros remédios caseiros, lá me rendi aos fármacos.
Agora, umas horas antes de partir numa viagem de 4 dias a Bruxelas, aguardo impacientemente pelas melhoras...

domingo, 10 de outubro de 2010

Brabrand Lake

Depois de uma semana altamente atribulada, dividida entre horas de estudo e festas, domingo permitiu finalmente uns bons momentos de descanso.
Para aproveitar o bom tempo (sim, porque ao contrário do que se passava em Leiria, aqui, hoje parecia “verão” outra vez), a convite do Pavel e da Desislava, eu e o Mihai resolvemos ir até ao Lago de Brabrand. Para isso tivemos que percorrer cerca de 3,5km (para cada lado), pelo meio de nenhures… (*) Pelo caminho fomos admirando quintas e enormes casas, muito pouco ao estilo da Dinamarca; apesar de não nos termos cruzado com cinco pessoas pelo caminho, quando lá chegámos percebemos que não éramos os primeiros a ter aquela ideia: várias famílias com crianças pequenas e alguns casais mais jovens passeavam por aqueles lados e aproveitavam o sol, sentados ou deitados na relva.
Depois de explorarmos a zona e de constatarmos que não se podia pescar nas imediações, lá escolhemos um bom sítio para relaxar e aproveitar aquele que pode ter sido o último domingo de bom tempo do semestre…






(*) Se valeu a pena o esforço? Naturalmente.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Jantar

Depois de quase duas semanas de planeamento, o que começou por ser uma simples ideia partilhada por portugueses e belgas, acabou por se tornar num jantar internacionalíssimo.
Na noite passada, então, ficaram representados nesta residência: Portugal (8), Bélgica (3), Alemanha (2), Luxemburgo (1), Roménia (1), Paquistão (1), França (1) e Canadá (1).

A ementa foi bastante farta e completa, com algumas especialidades dos dois países organizadores (e outras que nem por isso):
* Para entradas houve fatias de pão com queijo, maçã e mel; cogumelos crus com queijo de barrar; batatas fritas e aperitivos genéricos.
* Como prato principal feito pelos tugas houve esparguete à bolonhesa e francesinhas.
* E como sobremesa, claro, não podia faltar bolo de chocolate e crepes.
* No que toca às bebidas, também houve variedade: água, coca-cola, cerveja (belga e dinamarquesa), vinhos portugueses (Porto, entre outros) e licores belgas.


Agora, no fim da sala arrumada, da cozinha limpa e da loiça lavada, basicamente, temos comida suficiente para alimentar um batalhão… Mas, enfim, “antes fazer mal que estragar”!

sábado, 2 de outubro de 2010

Legoland

Depois de Skagen (e com isto refiro-me à viagem em si: tempo passado no autocarro e temperatura), qualquer coisa teria tendência para ser melhor. A viagem à Legolândia, não só atingiu as expectativas como as excedeu: mais curta, mais divertida, (mais) pontual, (mais) recheada de atracções, com melhor tempo (bastante frio, mas nada de chuva), melhor autocarro e menos dispendiosa (se calcularmos o rácio “coroas gastas – satisfação global”).
Para além dos imensos edifícios construídos em tijolos de Lego, que retratam locais importantes na Dinamarca e no mundo, e dos mecanismos que dão vida a pessoas, barcos, aviões, barris de cerveja, animais, monstros e tantos outros objectos de plástico, existem também diversões como “Vikings River Splash”, “X-treme Racers” e “Power Builder”. No parque podem ver-se, ainda, filmes (4D, segundo dizem…) e um mini-oceanário com pequenos peixes e tubarões. Naturalmente, e como não podia deixar de ser, existem também lojas e lojas em cada esquina, onde não faltam Legos, t-shirts, figuras de acção, canecas, porta-chaves, espadas e escudos, fatos de princesas, doces e postais.
Mesmo não sendo grande apaixonada por parques de diversões, e apesar de este ser maioritariamente dirigido a crianças, posso confirmar que qualquer pessoa (e, aparentemente, animal, avaliando pela quantidade de cães que por lá se viam) aqui passa bons momentos.

Nyhavn - "Hey, Ana, this is where we met your parents!"

The Pianist
Skagen











Pirates
Woody















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Um aparte:
Sempre me considerei uma pessoa equilibrada nos gastos, mas confesso que desta vez não resisti. Depois de espreitarmos peças de Lego personalizadas com nomes gravados (só espreitar!), vi um cartaz que dizia que 20 kr. davam direito a três lançamentos de basket: um cesto convertido tinha como prémio uma bola pequena (pouco maior que uma bola de ténis); dois, uma bola média (bola de mini-basket); e três, uma bola considerada normal.
Depois de adiantar o dinheiro e de pousar mochila e casaco no chão (“Ana is getting ready!” foi o que disse uma das minhas companheiras, ao ver-me em t-shirt [estava um frio desgraçado, dammit]), lá lancei três vezes. Apesar de ter cobiçado a pequena bola preta que tinha visto antes nas mãos de uma criança, não me contive e acabei por encestar os três lançamentos. Para meu desalento, em vez de me entregarem uma verdadeira Spalding como aquela que tinha lançado, deram-me uma bola de basket com desenhos de piratas… Enfim, prémio é prémio, e este foi suficiente para me manter eufórica durante a última hora no parque. ^^


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Week 39

Quarta-feira, jogo de basket da primeira divisão, ao vivo, em Aarhus; quinta-feira, jogo de andebol da segunda divisão, ao vivo, em Aarhus; sexta-feira, postal da Di e encomenda vinda de casa; sábado, visita à Legolândia. Esta semana tem ou não tem tudo para ser bestial?!



domingo, 26 de setembro de 2010

Skagen

Sábado, pelas 7h50 da manhã, um enorme grupo de alunos internacionais invadiu o nº 15 na paragem de Skjoldhøj; menos de meia hora depois, também o nº 8 seria vítima do mesmo mal.
Reunindo-se em frente à Studenterhus Århus, eram muitos aqueles que esperavam a hora da partida.


Contrariando as minhas expectativas, esta delongou-se por mais tempo do que seria aceitável: primeiro, não havia autocarros suficientes; depois já havia autocarros, mas estes não funcionavam; por fim, havia autocarros que funcionavam (só para alguns), mas o estado em que se encontravam deixava muito a desejar (espelhos retrovisores partidos, vidros rachados, bancos que impossibilitavam que alguém se sentasse neles, moscas e aranhas no “tecto”, etc). Está visto que a primeira impressão da viagem não era a melhor…


Problemas resolvidos, lá nos fizemos ao caminho para três horas (bastante desconfortáveis) de viagem – o outro grupo teve que esperar mais hora e meia para ter direito a autocarros tão bons como os nossos.

Ao chegarmos a Skagen à hora de almoço fomos deixados à nossa responsabilidade por duas horas e meia. Durante este tempo pudemos ver o Museu de Arte de Skagen (conselho: não visitem este museu depois de passarem pelo ARoS…), almoçar, arranjar tempo para comprar postais e doçaria tradicional, visitar a cidade, tirar fotos e recuperar energias com um café/chocolate quente (não interessa se ainda estamos em Setembro; em Skagen, basicamente, já é inverno…).
























De seguida dirigimo-nos a Grenen, local onde o Mar do Norte e o Mar Báltico se encontram. Para além de possibilitar o convívio e de deixar tirar imensas fotografias, este sítio também me deu uma totalmente nova noção de “vento” – sim, a Gândara é ventosa, os terrenos da FEUNL são ventosos, Århus é uma cidade ventosa, mas Grenen ultrapassa tudo isto (junto).


Posto isto foi altura de visitar Råbjerg Mile, o único deserto da Dinamarca. Apesar de nos deixarem uma hora e meia sozinhos no meio do nada, este tempo não foi suficiente para descobrirmos a tão famosa Igreja praticamente coberta de areia (sim, eu também sou da opinião que por esta altura ela já está totalmente atulhada de areia e que, no fundo, acabámos por andar em cima dela o tempo todo…). Ir até tão longe e voltar sem cumprir o objectivo não estava nos planos; mas, como tuga que é tuga sabe improvisar, tudo se resolveu da melhor maneira…













Por fim, lá voltámos ao autocarro para mais três horas de viagem. Com a noite a cair juntamente com a temperatura, o regresso foi ainda mais desconfortável do que a partida. Não é de estranhar, portanto, que a primeira coisa a fazer ao chegar à Studenterhus Århus tenha sido pedir uma bebida quente. 











Depois de aquecer, descansar por uns minutos e ignorar o New Bees Festival no andar de cima, foi então altura de seguir para o quentinho da residência, passar os olhos pela TV e relaxar enquanto se pronunciavam as falas do Senhor dos Anéis em simultâneo com os actores…